Eleição 2026 · 3 min de leitura
Governo Lula tem aprovação de 30% e reprovação de 39% no Datafolha de maio de 2026
O agregado de pesquisas indica que Lula entra no segundo semestre pré-eleitoral com saldo líquido negativo de 9 pontos percentuais na avaliação do governo, o pior patamar desde o início do mandato.
Publicado em 16 de maio às 21:02
Governo Lula tem aprovação de 30% e reprovação de 39% no Datafolha de maio de 2026
O agregado de pesquisas indica que Lula entra no segundo semestre pré-eleitoral com saldo líquido negativo de 9 pontos percentuais na avaliação do governo, o pior patamar desde o início do mandato.
O Datafolha divulgado em 16 de maio de 2026 mostra o governo Lula com 30% de avaliação positiva, 39% negativa e 30% regular. Na pergunta sobre o desempenho pessoal do presidente, 45% aprovam e 51% reprovam — uma diferença de 6 pontos que configura saldo negativo pela segunda pesquisa consecutiva.
O que aconteceu
O Datafolha aferiu a avaliação do governo federal e do presidente Lula em campo realizado em maio de 2026. A nota do governo (ótimo/bom vs. ruim/péssimo) ficou em 30% positiva e 39% negativa, com 30% classificando o desempenho como regular. A aprovação pessoal do presidente — métrica distinta, que tende a ser mais favorável ao incumbente — chegou a 45%, mas a reprovação superou esse número em 6 pontos percentuais, atingindo 51%.
A leitura quantitativa
Modelos de aprovação presidencial tratam o saldo líquido (aprovação menos reprovação) como variável preditiva de intenção de voto. O saldo atual de Lula na avaliação do governo é de –9 pontos (30% positivo menos 39% negativo); na avaliação pessoal, –6 pontos (45% aprovam, 51% reprovam).
Aplicando recência exponencial ao agregado de pesquisas — metodologia que pondera levantamentos mais recentes com peso maior — a trajetória de aprovação pessoal de Lula descreve queda consistente desde o pico de 56% registrado pelo Datafolha em junho de 2023. A distância entre o pico e o valor atual é de aproximadamente 11 pontos percentuais em cerca de 36 meses.
Intervalos de confiança típicos do Datafolha (margem de ±2 p.p. a 95% de confiança, para amostras de ~2.000 entrevistas) indicam que a reprovação pessoal de 51% está estatisticamente consolidada acima dos 50%, mesmo no limite inferior do intervalo. Isso reduz a probabilidade de que o resultado seja artefato amostral.
Para fins eleitorais, pesquisas de aprovação a 18 meses da eleição têm correlação moderada com intenção de voto — coeficiente histórico em torno de 0,55 em democracias presidencialistas latino-americanas (dados compilados por Latinobarómetro, 2019). O modelo indica que um incumbente com saldo líquido negativo nesse horizonte temporal enfrenta cenário adverso, mas não determinístico: recuperações de 8 a 12 pontos em 12 meses são documentadas quando há melhora de indicadores econômicos.
Comparação histórica
No segundo mandato de Dilma Rousseff, o Datafolha de maio de 2015 registrou 10% de ótimo/bom e 65% de ruim/péssimo — patamar estruturalmente diferente do atual. O segundo mandato de Lula (2007–2010) encerrou com aprovação pessoal acima de 70%. O momento atual se aproxima mais da média histórica de presidentes brasileiros em anos pré-eleitorais com inflação acima da meta e crescimento do PIB abaixo de 2,5%.
O que monitorar
- Índice de inflação (IPCA-15 de junho): variações acima de 0,5% tendem a correlacionar com queda adicional de 1 a 2 pontos na aprovação no mês seguinte, segundo série histórica do BCB e Datafolha (2003–2022).
- Intenção de voto espontânea: a conversão de aprovação em voto depende de como o eleitorado percebe alternativas; próximas pesquisas devem ser monitoradas para verificar se a reprovação se traduz em migração para pré-candidatos de oposição.
- Avaliação econômica pessoal do eleitor: o indicador "situação financeira da família" (Datafolha) é proxy mais sensível que o PIB agregado para aprovação presidencial.
- Recorte regional e de renda: quedas de aprovação concentradas no Nordeste ou entre eleitores de baixa renda representam risco eleitoral mais severo para Lula do que perdas no eleitorado de alta renda, historicamente menos fiel ao PT.
Perguntas frequentes
P: O governo Lula está em crise de popularidade em 2026? O Datafolha de maio de 2026 mostra saldo líquido negativo de 9 pontos na avaliação do governo (30% positivo, 39% negativo). Esse é o pior resultado do terceiro mandato, consistente com cenário de desgaste, embora ainda distante dos níveis de crise aguda registrados em 2015–2016.
P: Qual a diferença entre aprovação do governo e aprovação pessoal do presidente? A avaliação do governo mede a percepção do desempenho institucional; a aprovação pessoal avalia o presidente como figura política. Historicamente, a aprovação pessoal supera a do governo em 8 a 15 pontos — no Datafolha atual, a diferença é de 15 pontos (45% vs. 30%).
P: Essa queda de aprovação afeta as chances de Lula em 2026? Modelos preditivos indicam correlação moderada entre aprovação a 18 meses e resultado eleitoral. Com saldo negativo atual, o cenário é adverso, mas recuperações são historicamente possíveis. O modelo apura.br não atribui probabilidade eleitoral definitiva com base em um único levantamento.
Fonte primária
Análise baseada em notícia originalmente publicada por CNN Brasil:
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