Macro · 3 min de leitura
Quanto é preciso para dar entrada em um imóvel em 2026 no Brasil
Com a Selic a 13,75% e imóveis valorizados, a entrada mínima exigida pelos bancos equivale a 20% do valor do bem — mas FGTS e programas habitacionais podem reduzir esse desembolso inicial.
Publicado em 18 de maio às 07:20
Quanto é preciso para dar entrada em um imóvel em 2026 no Brasil
Com a Selic a 13,75% e imóveis valorizados, a entrada mínima exigida pelos bancos equivale a 20% do valor do bem — mas FGTS e programas habitacionais podem reduzir esse desembolso inicial.
Para financiar um imóvel em 2026, o comprador precisa dispor de, em média, 20% do valor do bem como entrada — exigência padrão do sistema bancário brasileiro. Em um apartamento de R$ 400 mil, isso representa R$ 80 mil. O uso do FGTS e a composição de renda com terceiros são os principais mecanismos para reduzir esse montante.
O que aconteceu
A CNN Brasil publicou guia prático sobre os requisitos de entrada para financiamento imobiliário em 2026, destacando o papel do FGTS, da composição de renda familiar e dos programas habitacionais como o Minha Casa Minha Vida (MCMV) na redução do desembolso inicial.
O contexto macroeconômico é relevante: a taxa Selic encerrou 2024 em 12,25% ao ano (Banco Central do Brasil) e seguiu em trajetória ascendente em 2025, pressionando o custo do crédito imobiliário e elevando a parcela comprometida da renda dos tomadores.
A leitura quantitativa
O Banco Central do Brasil registrou, em março de 2025, saldo de R$ 1,17 trilhão em crédito imobiliário — crescimento de 14,2% em 12 meses (BCB, Nota de Crédito). Apesar do volume robusto, o encarecimento do financiamento comprime a demanda qualificada.
Três cenários ilustram o impacto da entrada sobre o orçamento familiar:
| Valor do imóvel | Entrada mínima (20%) | Parcela estimada (30 anos, TR + 10,5% a.a.) |
|---|---|---|
| R$ 200 mil | R$ 40 mil | ~R$ 1.450/mês |
| R$ 400 mil | R$ 80 mil | ~R$ 2.900/mês |
| R$ 600 mil | R$ 120 mil | ~R$ 4.350/mês |
Estimativas apura br com base em simulador da Caixa Econômica Federal (maio/2025). Valores variam conforme perfil de crédito.
No Minha Casa Minha Vida, o modelo indica que famílias na Faixa 1 (renda bruta até R$ 2.850/mês) podem acessar subsídios de até R$ 55 mil, reduzindo a entrada efetiva a valores próximos de zero em alguns municípios — segundo dados do Ministério das Cidades (2024).
O FGTS, por sua vez, pode ser usado para abatimento da entrada em imóveis de até R$ 1,5 milhão (regra vigente desde 2023). O saldo médio das contas ativas do fundo era de R$ 9.800 em 2024, conforme a Caixa Econômica Federal — cobertura parcial, mas relevante para imóveis de menor valor.
Comparação histórica
Em 2019, com a Selic a 6,5% ao ano, a taxa média do crédito imobiliário habitava a faixa de 7,3% a.a. (BCB). Em 2025, essa taxa média subiu para cerca de 10,5% a.a. — alta de 44% no custo do financiamento em seis anos. O comprometimento de renda necessário para sustentar a mesma parcela cresceu proporcionalmente, tornando a entrada maior um fator de aprovação mais crítico hoje do que no ciclo anterior de juros baixos.
O que monitorar
- Trajetória da Selic: cada 0,5 p.p. de alta eleva em aproximadamente 3% o valor da parcela em financiamentos de 30 anos, segundo modelo BCB.
- Atualização dos limites do MCMV: revisão das faixas de renda e tetos de subsídio, prevista para o segundo semestre de 2025, pode ampliar o universo de beneficiários.
- Rentabilidade do FGTS: rendimento atual de TR + 3% a.a. versus inflação (IPCA projetado em 5,1% para 2025 pelo Focus/BCB) determina o poder real do saldo acumulado.
- Índice de preços de imóveis (FipeZap): valorização acumulada de 7,8% em 12 meses até abril/2025 eleva o valor absoluto da entrada mesmo sem mudança na exigência percentual.
Perguntas frequentes
P: Qual é a entrada mínima para financiar um imóvel em 2026? A maioria dos bancos brasileiros exige entrada mínima de 20% do valor do imóvel. Para um bem de R$ 300 mil, isso equivale a R$ 60 mil. Programas como o Minha Casa Minha Vida podem reduzir esse percentual com subsídios diretos.
P: Posso usar o FGTS para pagar a entrada de um apartamento? Sim. O FGTS pode ser usado como entrada em imóveis de até R$ 1,5 milhão, desde que o comprador não possua outro imóvel no município e cumpra o prazo mínimo de três anos de trabalho sob regime do FGTS.
P: Composição de renda ajuda a conseguir financiamento imobiliário? Sim. Incluir cônjuge, pais ou filhos na composição de renda aumenta o limite de crédito aprovado, pois os bancos calculam a capacidade de pagamento com base na renda familiar bruta combinada — regra válida na Caixa, Bradesco, Itaú e demais instituições.
Fonte primária
Análise baseada em notícia originalmente publicada por CNN Brasil:
De quanto eu preciso para dar entrada em um imóvel em 2026?Continue lendo
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