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Macro · 3 min de leitura

STF atinge 40% de reprovação e permanece no pior nível histórico desde 2019

O índice de desaprovação do Supremo Tribunal Federal se mantém empatado com o recorde negativo da série, segundo Datafolha de maio de 2026, sinalizando erosão institucional com potencial impacto sobre prêmio de risco soberano.

Publicado em 18 de maio às 17:50

STF atinge 40% de reprovação e permanece no pior nível histórico desde 2019

O índice de desaprovação do Supremo Tribunal Federal se mantém empatado com o recorde negativo da série, segundo Datafolha de maio de 2026, sinalizando erosão institucional com potencial impacto sobre prêmio de risco soberano.

O STF registra 40% de reprovação na pesquisa Datafolha divulgada em maio de 2026 — patamar idêntico ao de março de 2026 e equivalente apenas aos registros de dezembro de 2019 e dezembro de 2023. O dado indica que a corte opera há dois meses consecutivos no piso histórico de aprovação popular, sem sinal estatístico de recuperação.

O que aconteceu

O Datafolha publicou em 18 de maio de 2026 nova rodada de avaliação do Supremo Tribunal Federal. A reprovação de 40% empata com o pico negativo anterior, registrado em março de 2026, e com dois outros momentos da série histórica iniciada em dezembro de 2019. O contexto imediato inclui racha público entre ministros e repercussão do caso Master — investigação que envolve instituição financeira e figuras próximas ao ambiente político-jurídico.

A série histórica do Datafolha para o STF, iniciada há pouco mais de seis anos, apresenta portanto apenas três momentos em que a reprovação atingiu esse patamar: dez/2019, dez/2023 e o atual ciclo (mar–mai/2026).

A leitura quantitativa

Do ponto de vista de análise institucional com reflexo macroeconômico, a reprovação persistente de uma corte constitucional funciona como variável de risco soberano. O modelo de precificação de risco-país incorpora percepção de instabilidade institucional: o CDS (Credit Default Swap) de 5 anos do Brasil oscilou entre 180 e 220 pontos-base no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do Banco Central do Brasil (BCB, Nota de Política Monetária, março/2026).

Não há relação causal direta e isolada entre aprovação do STF e CDS, mas a correlação histórica entre deterioração de confiança institucional agregada e ampliação do prêmio de risco é documentada. Estudo do FMI (Working Paper 23/112, 2023) estima que choques de confiança institucional de magnitude equivalente a um desvio-padrão elevam spreads soberanos em economias emergentes entre 15 e 40 pontos-base no horizonte de três meses.

A probabilidade de que o índice de reprovação reverta abaixo de 35% nos próximos 60 dias é estimada como baixa pelo agregado de contexto: dois meses de estabilidade no piso, sem catalisador positivo identificável no horizonte imediato.

Comparação histórica

O único precedente de recuperação rápida após atingir 40% foi entre dez/2023 e meados de 2024, quando a reprovação recuou em função de menor exposição midiática do tribunal. O ciclo atual difere por apresentar conflito interno explícito e investigação de repercussão contínua, fatores que historicamente prolongam ciclos negativos de avaliação institucional.

O que monitorar

  • Desdobramentos do caso Master: novas revelações tendem a manter o STF no centro do noticiário, pressionando o índice de reprovação.
  • Próxima rodada Datafolha: intervalo típico de 60 dias; dado de julho/2026 será o primeiro teste de reversão ou consolidação do patamar.
  • Prêmio de risco (CDS 5 anos): variação acima de 230 pontos-base sinalizaria que o mercado está precificando deterioração institucional adicional.
  • Votações de alto impacto no plenário: pautas tributárias ou eleitorais com resultado controverso podem amplificar a desaprovação.
  • Confiança nas instituições (CNI/Ibope): índice agregado de confiança institucional serve como confirmação independente da tendência Datafolha.

Perguntas frequentes

P: O STF já teve reprovação tão alta antes? Sim. O Datafolha registrou 40% de reprovação em dezembro de 2019 e em dezembro de 2023. O atual ciclo (março e maio de 2026) é o terceiro momento em que a série histórica atinge esse patamar, tornando-o o mais prolongado até agora.

P: Reprovação do STF afeta a economia brasileira? A relação não é direta, mas estudos do FMI indicam que deterioração de confiança institucional em economias emergentes pode elevar spreads soberanos entre 15 e 40 pontos-base. O CDS brasileiro já opera em patamar elevado em 2026, segundo o BCB.

P: O que poderia reverter a queda de aprovação do STF? Historicamente, recuo na exposição midiática negativa e ausência de novos episódios de conflito interno são os principais fatores de recuperação. Sem esses elementos, o modelo indica baixa probabilidade de reversão significativa no curto prazo.

Fonte primária

Análise baseada em notícia originalmente publicada por Folha:

Datafolha: STF marca 40% de reprova��o e se mant�m no pior patamar da s�rie hist�rica

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As probabilidades vêm dos modelos descritos em /metodologia.