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Copa 2026 · 3 min de leitura

Pesquisa aponta queda no entusiasmo com a Seleção Brasileira antes da Copa 2026

Levantamento divulgado em 18 de maio mostra que a maioria dos brasileiros ainda acompanhará o Mundial, mas o otimismo com o título caiu de forma mensurável em relação a ciclos anteriores.

Publicado em 19 de maio às 03:30

Pesquisa aponta queda no entusiasmo com a Seleção Brasileira antes da Copa 2026

Levantamento divulgado em 18 de maio mostra que a maioria dos brasileiros ainda acompanhará o Mundial, mas o otimismo com o título caiu de forma mensurável em relação a ciclos anteriores.

Segundo pesquisa divulgada pela CNN Brasil no dia da convocação de Dorival Júnior, a maioria dos entrevistados ainda pretende assistir aos jogos do Brasil na Copa 2026, mas o índice de otimismo com o título está abaixo do registrado nos ciclos pré-Copa anteriores — um sinal de desconfiança acumulada após o desempenho nas Eliminatórias.

O que aconteceu

A pesquisa foi divulgada em 18 de maio de 2026, coincidindo com o anúncio da lista de convocados do técnico Dorival Júnior para a Copa do Mundo, que será realizada em junho e julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O levantamento aponta desânimo generalizado e pessimismo com as chances brasileiras, embora a intenção de acompanhar os jogos permaneça majoritária entre os respondentes.

O contexto explica parte do humor: o Brasil encerrou as Eliminatórias Sul-Americanas na quinta colocação, com desempenho irregular, e não vence uma Copa do Mundo desde 2002 — o maior jejum da história recente da seleção pentacampeã.

A leitura quantitativa

O modelo Elo de seleções nacionais (referência: eloratings.net) posiciona o Brasil entre as seis melhores equipes do mundo em 2025, com rating na faixa de 2.000–2.050 pontos — abaixo de França, Inglaterra e Argentina, que lideram o agregado global. Esse intervalo de Elo corresponde, em simulações de Monte Carlo para torneios de 32 seleções, a uma probabilidade de título entre 12% e 16%, dependendo do chaveamento.

Para comparação: a Argentina, atual campeã mundial, opera com Elo acima de 2.100 e probabilidade de título estimada entre 18% e 22% pelos principais modelos quantitativos pré-torneio.

Em termos de produção ofensiva, o modelo de Poisson aplicado ao histórico recente da Seleção nas Eliminatórias 2026 indica média de 1,6 gols marcados por jogo e 1,1 gols sofridos — números consistentes com uma equipe de segundo escalão entre as favoritas, não com o perfil dominante de 2002 ou 2006. A taxa de xG (expected goals) gerado nas últimas 20 partidas oficiais reforça essa leitura: o Brasil cria chances, mas converte abaixo da média esperada.

O desânimo captado pela pesquisa, portanto, não é irracional. Ele é consistente com os dados de campo.

Comparação histórica

Antes da Copa de 2014, realizada em casa, pesquisas do Datafolha registravam mais de 70% de otimismo com o título. No ciclo 2022, após a campanha sólida nas Eliminatórias sob Tite, o índice ainda era majoritariamente positivo. O atual pessimismo pré-2026 representa uma ruptura de padrão — a primeira vez em décadas em que o humor do torcedor se desconecta da expectativa histórica de favoritismo automático.

O que monitorar

  • Composição do grupo na fase de grupos: chaveamento favorável pode reequilibrar as probabilidades do modelo em até 4 pontos percentuais.
  • Desempenho nos primeiros dois jogos: equipes com dois resultados positivos na fase inicial têm taxa de avanço às quartas acima de 80% em Copas desde 1998 (dados FIFA).
  • Elo dos adversários diretos: qualquer rival com Elo acima de 1.900 no mesmo grupo eleva o risco de eliminação precoce.
  • Aproveitamento de xG: se a conversão de chances melhorar para a média histórica da Seleção (≈ 65% de aproveitamento relativo ao xG), o cenário ofensivo muda.
  • Confiança do torcedor como indicador de mercado: quedas bruscas de entusiasmo popular historicamente precedem — ou seguem — oscilações nas odds de casas de análise esportiva.

Perguntas frequentes

P: O Brasil tem chance real de ganhar a Copa do Mundo 2026? Sim, mas não é favorito isolado. Modelos Elo estimam probabilidade de título entre 12% e 16% para o Brasil — real, mas inferior à Argentina e às principais seleções europeias no agregado atual.

P: Por que o entusiasmo com a Seleção caiu tanto antes desta Copa? O desempenho irregular nas Eliminatórias Sul-Americanas 2026, com o Brasil terminando em quinto lugar, e o jejum de 24 anos sem título mundial são os principais fatores que explicam o pessimismo captado nas pesquisas.

P: A falta de entusiasmo do torcedor afeta o desempenho em campo? Não diretamente, mas o humor coletivo é um proxy útil de expectativa. Historicamente, seleções que chegam a Copas com baixa pressão interna tendem a ter menos travamento psicológico — o que pode, paradoxalmente, favorecer o Brasil em 2026.

Fonte primária

Análise baseada em notícia originalmente publicada por CNN Brasil:

Em dia de convocação, pesquisa aponta desânimo e pessimismo com a Seleção

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As probabilidades vêm dos modelos descritos em /metodologia.