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Saúde · 1 min de leitura

Dengue 2026: o que o InfoDengue projeta para o segundo semestre

Modelo Nowcast aponta queda sustentada em 18 capitais, mas Norte e Centro-Oeste mantêm risco alto. Leitura semana-a-semana e o que esperar até novembro.

Publicado em 11 de maio às 14:00

Onde estamos

Após o pico de 4,2 milhões de casos prováveis em mar/26 (recorde nacional), a curva começou a ceder em abril. A questão é se a queda se sustenta no inverno — e o que isso diz sobre 2026/27.

O que os modelos dizem por região

  • Sudeste: queda consistente desde semana 14. Probabilidade de novo surto antes de set/26: 14%.
  • Sul: já em fase pós-epidêmica. Risco baixo até nov/26.
  • Centro-Oeste: Goiânia e Cuiabá ainda em alerta. Probabilidade de pico secundário: 38%.
  • Norte: Manaus e Boa Vista em ciclo deslocado, picos esperados em jul-ago/26.

Por que monitorar isso agora

O sorotipo DENV-3, em circulação desde 2024, tem prevalência crescente. Populações sem imunidade a esse sorotipo (nascidos pós-2010 em grande parte do país) são os mais vulneráveis no próximo ciclo. O modelo de Cadernos de Saúde Pública sugere que o pico 2027 pode ser ainda maior se o La Niña se confirmar.

O que apura✦br vai monitorar

Atualizaremos semanalmente:

  • Casos prováveis por município (top 50)
  • R-effective por capital (transmissibilidade)
  • Probabilidade de nova onda (modelo SEIR estocástico)

Compare com a metodologia oficial do InfoDengue — nosso modelo é uma camada de leitura editorial sobre dados públicos, não substituto.

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As probabilidades vêm dos modelos descritos em /metodologia.