Eleição 2026 · 9 min de leitura
Como nosso agregador eleitoral pondera Datafolha, Quaest e AtlasIntel
Peso por amostra, decay de recência, correção de bias histórico — e por que o resultado nunca empata com nenhuma pesquisa individual.
Publicado em 10 de maio às 11:00 · gerado por Claude · revisado pelo editor
A motivação
Cada instituto de pesquisa tem método próprio: Datafolha usa entrevista presencial, Quaest combina presencial e telefônica, AtlasIntel é online (RDD/painel digital). Cada metodologia tem viés conhecido em direções diferentes — uns superestimam direita, outros esquerda, dependendo da estrutura demográfica da amostra.
A pergunta é: como combinar 6 pesquisas de 4 institutos diferentes em uma estimativa única?
O método em 4 camadas
- Peso por tamanho de amostra: pesquisa com n=5.000 vale mais que n=2.000 (raiz quadrada do n).
- Decay temporal exponencial: half-life de 14 dias. Pesquisa de 30 dias atrás conta metade do peso.
- Correção de bias histórico: cada instituto tem desvio médio mensurado contra resultado eleitoral em ciclos anteriores. AtlasIntel sub-estima Lula em ~2pp historicamente; Datafolha super-estima ~1pp. Aplicamos correção neutra.
- Incerteza irredutível: somamos 3pp de variância à margem de erro estatística para cobrir incerteza metodológica.
Por que o resultado nunca empata com pesquisa individual
Porque uma pesquisa é um ponto, e o agregado é uma distribuição. Se Datafolha mostra 41 e Quaest 39, o agregado provavelmente mostra ~40 — mas com intervalo [37, 43] que cobre ambos. A força do agregador não é dar a "resposta certa" — é mostrar quão incerto está o cenário.
Quando o agregador erra
- Mudanças bruscas (escândalo, evento traumático): o decay de 14 dias atrasa a captação
- Subgrupos não amostrados: pesquisa nacional perde nuance regional
- Cenários contrafactuais: "se Bolsonaro fosse elegível" não é mensurável — só estimável
O código
A implementação completa está em src/lib/models/poll-aggregator.ts (Bayesian update com prior Dirichlet). Veja a metodologia integrada do site.
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