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Geopolítica · 1 min de leitura

Argentina 2027: o que os modelos dizem sobre o cenário pós-Milei

Inflação anualizada caiu de 211% para 38%, mas a base de Milei encolheu na província de Buenos Aires. Leitura quantitativa do que vem depois.

Publicado em 12 de maio às 10:00

A leitura básica

Milei chega ao último ano com aprovação volátil mas índices macroeconômicos consistentes. A questão não é se o ajuste funcionou — funcionou parcialmente. A questão é se a coalizão LLA-PRO sobrevive a 2027 sem o efeito-novidade.

O que os dados mostram

  • Aprovação presidencial: 38% (média móvel 4 semanas, abril/2026), em queda de 7pp desde o pico de janeiro
  • Inflação 12m: 38,4% (vs 211,4% no início do mandato)
  • Pobreza: 41,7% (vs 52,9% em mai/24, mas ainda acima de 2023)
  • Província de Buenos Aires: LLA perde 11pp na intenção em comparação a 2023

Cenários para 2027

Nosso modelo simula 3 cenários condicionais, cada um com probabilidade base e gatilhos:

  1. Continuidade Milei (38% atual): depende de inflação <30% até agosto/26 e crescimento >3% no Q1/27
  2. Renovação peronista (PJ liderando, 34%): depende de unificação Massa+Kicillof
  3. Terceira via (Larreta-Schiaretti, 18%): janela estreita, exige racha LLA

Os 10% restantes ficam com cenários low-probability (cisão LLA com candidato próprio, surpresa do Polo Republicano, etc.).

O que monitorar até dez/26

  • Eleições legislativas de meio de mandato (out/26): primeiro teste real do humor do eleitorado
  • Indicador IPC mensal: inflação acima de 3.5% mensal por dois meses seguidos quebra a narrativa de controle
  • Câmbio paralelo vs oficial: se o gap volta a >40%, modelo recalcula

Veja a metodologia para entender como combinamos pesquisa, indicador e prior histórico.

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As probabilidades vêm dos modelos descritos em /metodologia.